POEMA ZEN

Esqueci de esquecer de mim, de te e de nós. Esqueci de esquecer do tempo, do vento.
Esqueci todo o tempo de esquecer o que eu tinha de não lembrar.
Fui... fui levado enfim pelos rumores dessa imemoria cotidiana...
Deixei o tempo cuidar-se de si, de mim, de te, de nós.

Queria lembrar do instânte em que me esqueci,
fiz força para romper a barreira da lembrança,
fiz andança, lambança,...
tive esperança mil vezes mil.
E nada foi a resposta,
nada foi a minha tolerância,
nada foi o meu encontro,
a minha casa, o meu refúgio.

Então,
quiz relembrar tudo isso,
quiz me lembrar de mim mesmo
e outra vez,
fiquei só.

Agora,
quero compartilhar essas linhas do tempo,
para vê
se me lembro através de quem me lê.
                            W.B

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